Só há dois caminhos quando o assunto é marketing: ou você investe ou você gasta. Em qual deles transita o seu dinheiro?

Tomei a liberdade de compartilhar um pouco da minha experiência no setor comercial, onde eu trago uma leitura honesta do que percebi acontecer nestes tempos de digitalização no mundo das empresas e organizações.

Nos últimos anos, diversas empresas de marketing nasceram 100% digitais; muitos colegas do ramo têm surgido do mesmo modo. Mas muitas agências tradicionais tiveram que migrar caso quisessem continuar chamando-se de agências, e essa transição do outbound para o digital sugere um conflito na compreensão do que é investimento e do que é custo.

Mas para a gente entender direito por que é difícil ilustrar as diferenças, é preciso lembrar o que acontecia alguns anos antes. Na década de 90 até o meio da década de 2000, era comum que valores na casa dos milhões fossem administrados mensalmente para apenas uma conta, ou seja, um único cliente precisava pagar uma bela quantia para dar-se ao luxo de afirmar que havia uma agência por trás da comunicação dele, tudo isso para estar presente em outdoors, rádio, televisão, jornais e revistas, entre outros.

Ainda que seja difícil mensurar, por alguma razão havia glamour em estar inserido nesses players, o que por muitos anos foi visto como um bom investimento. Pode ser porque era visto ou ouvido, e o digital ainda engatinhava.

Mas as coisas tomaram um outro rumo quando resultados detalhadamente mapeados eram entregues a partir de estratégias digitais, e por muito menos dinheiro. Estamos falando agora de uma distribuição mais eficiente e para um público que você sabe qual é. 

O digital permite-nos instigar a nossa própria curiosidade, porque não há nada mais interessante e lucrativo do que saber exatamente o que o seu cliente deseja.

Atrair, nutrir e relacionar-se são armas poderosíssimas que, se bem alinhadas, satisfazem o desejo de compra de forma oportuna – de domingo a domingo, 7 dias por semana, ou melhor, 365 dias por ano – alimentando aqueles que querem o que você tem para vender.

Onde mais você poderia fazer isso?

Pasmem, a maioria das empresas ainda resiste em reconhecer que investimento só fica claro quando o mensuramos.

Mas, explicando melhor, foi numa apresentação de projeto que uma das verdades mais absolutas sobre o que iríamos encarar nos anos seguintes cruzou o meu caminho.

O mercado ainda confunde investimento com custo. E não há nada de errado nisso, porque tudo que é novo tende a custar mais caro para a gente aceitar; afinal, ninguém vai investir naquilo que não conhece.

Você investe em imóveis, no tesouro direto, na bolsa. Não é comum usar este termo para tratar de marketing digital. Essa mentalidade tem como culpado de tudo o que nós não conseguimos mensurar. Se você não consegue mensurar, é custo, fim de papo.

Eu estava apresentando um dos primeiros projetos da agência para um cliente com um potencial enorme – ah, só para lembrar, isso foi lá em 2015. Na época, tudo relacionado ao digital ainda era um terreno desconhecido para muita gente.

Na ocasião foi construído cuidadosamente um plano de ações digitais que envolvia inbound e performance, o que continua sendo o principal core business da agência; e antes mesmo de entrar no mérito do que, como e quando faríamos, ouvi pela primeira vez:

Quanto isso vai custar?”

“Tá, e quanto custaria cuidar do Face e uns 2 posts por semana no Instagram? Acho que tá bom né, aí reduz um pouco esse custo inicial.”

“Ah, e o site vai custar quanto?”

Custo, custo e mais custo. Mal podia imaginar que estas perguntas seriam projetadas de jeitos diferentes cedo ou tarde ao longo da conversa.

Só é possível ganhar dinheiro na internet quando você investe. Se qualquer ação lhe custar 1 real sequer, é um sinal que você queimou a largada. Custo é quando você coloca uma grana na mesa e no dia seguinte você não faz a menor ideia de para onde ela foi, que caminho ela percorreu, ou para onde foi distribuída.

Você deve estar se perguntando: tá, cara pálida, quando saber se o que eu estou fazendo está me custando ou me dando lucro?

Esta é a pergunta de 1 milhão de dólares. DADOS, meu caro.

Números não mentem, dados batem opiniões; o nível de franqueza relacionado a dados é tão grande, que você nunca mais vai arriscar tomar qualquer decisão sem antes consultar o seu amigo mais honesto, os NÚMEROS, porque jamais irão lhe mentir.

Você sai do campo das possibilidades para entrar no mundo anlítico, sendo capaz de tomar decisões orientadas a dados, mudando completamente a sua relação com a internet. Você simplesmente passa a saber o que você está fazendo, em tempo real.

Caso você não esteja colhendo os louros que desejou, você precisa corrigir rápido; porque errar, além de provável, é absolutamente normal.

Sem DADOS, tudo que você fizer no digital será apenas algo sendo feito; é como voar às cegas sem instrumento algum para guiá-lo.

Acredite, você não precisa de uma agência para fazer dois posts por semana, um blog ou vídeo. Convenhamos, se você quer fazer o que já fazia antes, não há razão para estrategistas existirem.

Só com dados você será capaz de calcular o seu ROI e ROAS de modo eficaz, podendo direcionar sua energia para o que realmente importa.

Ah, e por favor, não pergunte quanto vai custar. Seria muita maldade da sua parte.

 

Douglas Antunes

Sócio da Paes Digital